quarta-feira, 9 de junho de 2010

Oficialmente desassociada

(Post  longo)

Eu fico impressionada em ver como uma organização religiosa pode exercer tanto poder sobre seus membros, a ponto de decidir por eles coisas tão pessoais como por exemplo o que vestir ou com quem podem conversar.
Pode parecer estranho ou irreal pra quem nunca partipou de algo assim ou para quem não convive com alguém que partipe de alguma organização assim, totalmente manipuladora.
Mas eu passei boa parte da minha vida numa religião dessas e aprendi tudinho o que devia e nao devia fazer para ter a aprovação de Deus.

Quando eu tinha 6 anos de idade meus pais começaram a "estudar a biblia"... E a primeira mudança que eu lembro foi o dia que minha mãe mandou eu jogar fora a imagem de Nossa Senhora Aparecida que eu tinha na cabeceira da minha cama, e me disse que não podia adorar imagem. Eu obedeci e a partir daí eu comecei a aprender todas as regras. Regras e mais regras.
Lia muito a biblia, decorava versículos para saber explicar às pessoas porque nós não comemorávamos ANIVERSÁRIO, nem NATAL, nem PÁSCOA, nem DIA DAS MÃES, nem DIA DOS PAIS, nem ANO NOVO, porque não podia cantar o HINO NACIONAL e mais um monte de coisas que se eu fosse escrever aqui daria uma lista enorrrrrrrrme!
Eu fui treinada por alguns anos e assim eu vivi: como um robozinho, repetia tudo o que me ensinavam e aprendi que não podia contestar. Que tudo o que eu aprendia era a verdade. A verdade da biblia. A verdade de Deus. A verdade absoluta. E que estava na religião verdadeira. Que todas as outras são falsas e serão destruídas por Deus.
Sim. Eu aprendi isso lá.
E era incentivada a dedicar minha vida a Deus em batismo. E quanto mais jovem a pessoa tomava essa decisão, mais prestígio ela tinha. E eu que gostava de ter destaque, decidi aos 12 anos que queria ser batizada.

Infeliz decisão. Eu não tinha noção da seriedade do compromisso que eu estava assumindo. Isso porque depois que uma pessoa é batizada, passa a ser ainda mais cobrada e se não andar na linha (seguir a risca os ensinamentos da religião) ela é punida. A punição depende da gravidade do pecado. Namorar com alguém que não seja da religião por exemplo, resulta em repreensão. Nesse caso a pessoa repreendida é impedida de participar de alguns privilégios da organização. Pecados mais graves como fornicação ou adultério são punidos com a DESASSOCIAÇÃO. Ser desassociado significa ser desligado da religião. O nome da pessoa é anunciado publicamente e os membros também se encarregam de contar a novidade uns aos outros. Uma vez desassociado, a vitima, digo, o pecador é isolado. Não pode participar de mais nada. Pode apenas assistir as reuniões, desde que entre mudo e saía calado e deve ser ignorado por todos os membros. Não apenas nas reuniões, mas será isolado e ignorado sempre, em todos os lugares. Não devendo os irmãos nem mesmo cumprimentá-lo.

Acreditem, isso existe! E eu poderia tentar explicar como funciona isso, mas só quem já fez parte pode entender direito o que eu to falando.

Acontece que eu cresci e aprendi a pensar. Meu espírito questionador não me deixava quieta. Mais ou menos aos 18 anos de idade,  comecei a questionar as verdades e a perder a vontade de  participar daquilo. Logo veio a repreensão quando comecei a namorar um "descrente".
Entrei pra faculdade e aí desandei de vez. Passei a questionar tudo, e deixei de frequentar as reuniões da "igreja".
E nunca mais dei satisfação da minha vida para eles.

Mas eles não deixam ninguém impune... Ficam alertas procurando um motivo, um pecado para apontar e punir quem resolve simplesmente se afastar...
E assim aconteceu... a semana passada me ligaram pra marcar uma reunião, queriam que eu confirmasse umas coisas que ficaram sabendo a meu respeito. Eu achei muita falta de respeito, uma invasão de privacidade, alguém que eu não tenho amizade, intimidade alguma ligar na minha casa pra me cobrar "confissões". Falei que não ia em reunião nenhuma e não ia dar satisfação para eles. Eles falaram que iam se reunir e decidir o que fazer a respeito. Chamam essa reunião de comissão judicativa. Como se fossem Deus, ou se tivessem algum poder para julgar alguém.

Domingo bateram à minha porta. Eu não quis atender. Cansei dessa palhaçada faz tempo!
Meu pai atendeu e eles deram a noticía: Serei DESASSOCIADA. O anúncio público será dado na próxima quinta-feira (amanhã).
Eu pergunto: O que é ser associado?
Eu não frequento e não partilho dessas crenças há anos. Não estou e não sou associada a eles. A necessidade de me desassociar parte deles. Como uma  necessidade de punir mesmo.
Para que o anúcio público?
Para que todos saibam e passem a me dar o tratamento indicado. Isolamento.
Para mim não muda nada.
Hoje eu contei para minha vizinha (que eu conheço a anos e é dessa crença), ela ficou triste, enlutada, disse que sente muito (eu acredito mesmo que sinta), mas a partir de amanhã não poderá mais dirigir a palavra a mim.
Me dá vontade de perguntar: A quem vc obedece, a Deus, a seu coração ou a eles?
Mas eu sei que com eles não adianta questionar, tampouco argumentar. Então eu respeito ou tento respeitar... pq certas coisas são cruéis, são desumanas e me irritam muito.
E eu chego a pensar que a religião não deveria existir. Ou deveria chamar DESUNIÃO no lugar de religião.
Não somos todos irmãos?

Enfim... amanhã a noite eles anunciarão: Jane Andresa não é mais Testemunha de Jeová.

Para mim isso significa: oficialmente desassociada. Digo oficialmente, pq na minha concepção estou desassociada há muito tempo!

OBS* Se o membro desassociado quiser voltar, deve frequentar assiduamente as reuniões, mesmo sendo ignorado, depois de uns meses (pelo menos uns 6 meses) faz uma carta pedindo para ser readmitido. Deve provar que abandonou o pecado. Cumprido isso, da mesma forma que foi dado o anúncio público de sua desassociação é dado o anúncio da readmissão. A diferença é que no final da reunião todos vão cumprimentá-lo e voltam a falar com ele.

Acho que não preciso falar mais nada né?

Mais sobre a desassociação e intolerância religiosa das Testemunhas de Jeová aqui.

16 comentários:

Anônimo disse...

Jane, bom dia

Entendo tudo que você passou e tem passado. Eu também tenho um espírito questionador e nem sempre fui uma Testemunha de Jeová, sendo revoltado (e ainda sou) com religião que abusa de seus membros. Sinceramente estudo a bíblia com as Testemunhas de Jeová, sou servidor público federal de uma universidade (não vou passar meu currículo lates, pois é um tanto extenso..rs..) que é a "casa dos questionamentos", porém a única religião que pesquisei/questionei (e não foram poucas) e deram respostas razoáveis e lógicas as esses questionamentos foram as Testemunhas de Jeová. O que elas dizem tem base histórica, geográfica, científica, etc. Quanto a você questionar a respeito da forma como um desassociado é tratado, posso dizer que a solução é simples: procure outras amizades que não sejam as Testemunhas de Jeová (que não são poucas), porque não tem lógica você ficar ofendida ou sentida se você não concorda com elas. É até bom evitar amizades com elas. Aqui mesmo na universidade, tal atitude é muito comum (apesar de não ser uma atitude "oficial"), ou seja, se alguém não concorda com certa filosofia de alguém, associa-se muito pouco ou quase nada com aquela pessoa. Quanto a sua charge dos cérebros eu achei legal, porém injusta para a organização das Testemunhas de Jeová. Talvez aja algum ancião congregacional que não se comporte adequadamente,porém a culpa, com certeza, não é da organização, mas sim daquela pessoa que precisa mudar conceitos e abrir mais a mente. Digo no entanto que todos erram e quando deixam de cumprir requisitos, no devido tempo eles deixam ou perdem o cargo. Não esquento a "cuca" com estas coisas. Esse ponto de vista, chamado pelas Testemunhas de Jeová de ponto de vista espiritual só é adquirido se você se você tiver certeza daquilo em que você crê. Quanto aos seus pais que, segundo você apenas fizeram você cumprir regras sem questionamentos, digo a você que não é assim que a organização quer que seja, pois se assim fosse, eu seria o primeiro a não freqüentar as Testemunhas de Jeová, pois não admito de forma alguma que alguém domine minha mente ou me faça sentir um cavalo com os olhos tapados ou como aquela charge dos cérebros que você colocou na página, que achei muito interessante.
Enfim, Jane, questione sim, e continue assim, porém não fale mau de uma organização que tem um profundo conhecimento. O problema está, na maioria das vezes, nas pessoas que não estão totalmente preparadas para um conhecimento fantástico que é o da bíblia.
Somos colegas, pois sou Pedagogo (entre outros títulos) e ensino os professores da Universidade a ensinarem seus alunos, e digo que o que a organização ensina é de excelente qualidade de ensino, bem como ajuda as pessoas a questionarem coisas que normalmente jamais questionariam, inclusive os ateus e filósofos que dizem ter a "mente aberta" e digo isto "de cadeira", pois convivo com tais e sou professor deles na universidade na qual trabalho.
Foi um prazer teclar para você e seja feliz.
Obrigado.

Jane disse...

Anônimo,

Me incomoda falar com um anônimo, MAS vou responder ser comentário.
Acredito que vc não entende o que eu passei e nem o que tenho passado, pois nossas experiências são bem diferentes, singulares.

Acho que vc interpretou mal meu texto. Não escrevi com a intensão de falar mal das Testemunhas de Jeová, mas de contar a minha história, a minha experiência.

Sobre não ter amizade com eles... Acho bastante lógico o contato se limitar, visto que normalmente procuramos nossos pares, procuramos pessoas com algo em comum conosco para nos associar. Naturalmente eu já tenho outros amigos. Me afastei desse grupo a muito tempo.
Mas eu não posso concordar com o tratamento que eles dão aos que sao desassociados. Não poder cumprimentar a pessoa mais. Isso é excludente, é preconceituoso...
Jamais deixarei de cumprimentar ou até mesmo conversar com alguém por causa de opção religiosa e não posso concordar com isso.
E como eu já disse no poste, essa desassocição não muda em nada a minha vida. Ela segue.
Cumprimente-me e fale comigo quem quiser. Só não posso achar normal uma pessoa deixar de me cumprimentar, ficar triste por ter que fazer isso, e mesmo assim fazer, simplesmente pq fui desligada da religião e falaram pra ela que esse é o tratamento que ela deve me dar.
Isso está longe de ser autonomia e para mim caracteriza-se em: além de estimular o preconceito, manipulação.

Bom, essa resposta já se estendeu demais.

PS* A extensão do seu currículo lates, não faz diferença alguma nesse assunto que nos aproximou.

Felicidades.

Fernanda disse...

Voce descreveu muito o bem o "indescritivel", sim, eh dificil descrever, soh estando la e passando muitos anos pra se saber o tamanho dos danos que isso causa na vida de uma pessoa.
A liberdade sempre teve um preco alto pra humanidade. Muitos pagaram com a vida, quantas guerras em busca da liberdade nao eh?
Sinta-se abracada por mim!

Jane disse...

Fer,
Vc sim é capaz de entender o que eu to falando... e ambas sabemos que argumentar nesse caso é perder tempo... Se nosso colega anônimo aí de cima tiver a mente aberta como fala, certamente vai pular fora.

Obrigada amiga,
Fico feliz por ter alguém que me entende tão bem, em algo tão profundo e particular.
Mais feliz ainda por me sentir livre!
Não é uma religião que vai definir nossa amizade e dizer o que temos que fazer com nossas vidas. Que bom!

Fernanda disse...

Sim amiga, eu te entendo! Que bom ter sua amizade.

Larissa, Lara, Lalá, .... disse...

Jane
Eu nao estou surpresa com tudo isso, apesar de achar que ninguem merece esse tipo de tratamento, principamente tratando-se de uma instituicao religiosa. Pobre daqueles que nao questionam ou sequer refletem sobre certos connceitos. Acho que voce esta' certa em respeitar, lembrando sempre que voce tambem deve ser respeitada, principalmente na sua dignidade como pessoa. Fico feliz de estar levando de uma forma boa e serena. Fique com Deus. Beijos

Jane disse...

Larissa,
Talvez vc não se surpreenda por saber qeu tantas barbáries já aconteceram e ainda acontecem em nome de Deus!
Até a inquisição foi chamada de santa não é mesmo?
Eu não posso concordar... E não aceitarei que me desrespeitem e firam minha dignidade.
Hoje me sinto livre e feliz!
Isso é bom.

Obrigada pela sua amizade!

Eliane disse...

DEUS é tão maior que tudo que possamos falar, tenho certeza que ELE sabe o quanto vc o ama. Esse é um trechinho da música do Pe. Fábio de Melo acho que resume o que vc está passado sendo cristã "Se perseguido aqui eu não for
Sinceramente um cristão não sou
A Tua glória quero conhecer
Ver a experiência de sobreviver..."Amiga meu sentimento em relação a dissociação é de indignação. Gostaria que fossemos uma UNIDADE.Um grande abraço.

Anônimo disse...

Só um argumento eu gostaria de dar:
em todo tipo de ensino que exista seja na escola, faculdade , há pelo menos, duas opções: você pode aprender simplesmente por gravar as fórmulas, definições e de certa forma, você terá um bom resultado nas provas posteriores mas vai esquecer, certamente, no futuro ou você pode aprender de fato por examinar e permitir se provar de que aquele ensino tem lógica ou não. Essa tua escolha, que só cabe a vc fazer, é a que determinará todo o teu futuro.
Abraço , fica com Jeová.

Jane disse...

Mais um anônimo...

Descordar de uma crença religiosa que aprendi desde a infância, não significa que não tenha aprendido de fato, mas, que aprendi a questionar e percebi que aquele ensinamento não serve pra mim.
No mais, vivo há mais de 10 anos sem essa religião. Me feliz com essa escolha. Como se tivesse mesmo me libertado de uma prisão.

Jú disse...

Aos anônimos, vocês pensam assim porque provavelmente ainda não foram desassociados e sinceramente, acho que a questão não ter cultura, estudo ou títulos para enxergar o que existe nessa denominação. Basta ter olhos voltados diretamente para Jeová que logo percebe o erro dentro dessa organização.
Jeová é um Deus amoroso, perdoador e se importa com seus filhos, até mesmo quando ele ainda é um embrião.
Jesus deixou a parábola do filho pródigo onde quando ele voltou para sua casa, seu pai abriu os braços para ele e o recebeu dando o que tinha de melhor, ele não falou para o filho primeiro ser humilhado, ficar um bom tempo sem falar com ninguém até todos virem que ele realmente tinha arrependimento.
Quem já foi desassociado sabe o mal que isso causa na vida, e certamente Jeová não se agrada de vê um filho retornar à sua casa e ser humilhado perante todos até ser julgado por uma comissão de homens imperfeitos, orientados por outros homens imperfeitos que acham que isso é disciplina espiritual.
francamente!!!
Isso não é religião. Religião é amar ao outro, é cuidar do irmão, cuidar daquele que necessita de cuidados espirituais, o órfão, a viúva, o irmão desgarrado, é seguir o que Jesus ensinou, mas Jesus não fez distinção de ninguém, ele até mesmo orou por aqueles que entregaram ele pra morte.
Devemos seguir a bíblia e não aos conselhos de homens, se a bíblia é a bússola para o homem, por que seria necessário tantas publicações vindas do corpo governante?
O espírito santo de Jeová o guiará para o entendimento.
Sem mais...=...

Anônimo disse...

Ter sido desassociada foi a melhor coisa que me aconteceu na vida! E sabe porquê? Porque me protegeu de um monte de "ois" falsos e "tapinhas nas costas" dados obrigatoriamente. Também, tomei vergonha na cara e deixei de tomar minhas decisões com base no que outras pessoas dizem, usei meu tempo "livre" para pesquisar o que a organização de Jeová ensina e não outros membros que não pesquisam nada e saem falando asneiras... Aí pude ver que a grande maioria dos irmãos não sabiam de nada. Culpa de quem? Da organização que instrui e exorta a todos que não fiquem só no "leitinho"? NÃO!!!! Culpa daqueles que passam a se acomodar e se guiar pela cabeça de outros ou apontar o dedo e procurar "pelo em ovo". Na verdade a companhia deles estava me levando para um abismo espiritual e é um favor que me fazem não falarem mais comigo. Em breve espero ser readmitida e não faço questão nenhuma que ninguém fale comigo, pelo contrário, irei evitar qualquer contato mais profundo para que eu continue bem espiritualmente. Ah! E não posso esquecer que se Jeová permitiu que isso acontecesse comigo é porque ele sabia que eu conseguiria me manter forte, iria aprender com isso e voltar melhor... E Por favor né??? Se sentir mal pelas pessoas que não te cumprimentam??? Se vc diz que não concorda com NADA do que elas acreditam e ainda fala mal, q diferença faz para vc o "oi" dessas pessoas??? Parece q ainda está tentando se convencer de q está certa... Não se esqueça que quando nos tornamos "sócios" de um clube nos comprometemos a seguir certas regras, quem não quer seguir perde sua carteirinha, por assim dizer, e pra quem não quer mais fazer parte isso não é o fim do mundo. Não foi para mim que ainda quero voltar... Bem, falei demais, espero que você curta bastante sua liberdade, e que deixe os seus "ex-irmãos" curtirem a liberdade de escolha deles também...
Carpe Diem....

Yuri Costa Paiva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maria Silva disse...

Vi seu historico na organização, e fiquei impressionada com ele, sou dessasociada a um ano e 3 dias, motivo? unjuria, bem antes com 20 anos de batismo, 5 como pioneira regular, ajudei com o apoio de Jeová umas 12 pessoas, sempre disponivel para ajudar e ajudar e ajudar... quanto cometi esse deslize , pronto, tudo que eu fiz foi jogado na lama, no lixo.Ai me pergunto: Amor? onde? kkkk eles chegam a ser ridiculos com isso, vi e senti que o amor mesmo é só o de Jeová, me preparo para a 2 tentativa de readmisão, pode ter certeza, minha vida eles não invadem mais, de uma certa forma eles me ajudaram a enxergar como as coisas realmente funciona, não critico a organização, critico e deploro o modo como alguns anciãos fazem, mas sei que um dia a derrocada deles virá. Espero que vja esse cometario. abraços

Ricardo Rodrigues disse...

Minha nobre... ri com seu texto. Espero muito que prevaleça questionadora e apartada de qualquer manipulação mental.

Daniel disse...

Você disse tudo! Também já fui Testemunha de Jeová. Essa religião realmente causa sérios problemas. Depois que saí, demorei quase dez anos para superar os traumas emocionais. Hoje sou feliz, graças a Deus!