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terça-feira, 15 de março de 2011

Painel Carnaval em Madureira

Assim ficou o nosso painel.
No meio, numa cartolina, eu reproduzi "Carnaval em Madureira da Tarsila.
Em volta, em papel sulfite, o colorido pelas crianças.

Amo fazer esse tipo de trabalho.

domingo, 6 de março de 2011

Carnaval em Madureira - Aula de arte

Aproveitando o tema "Carnaval" eu usei mais uma vez a Tarsila na aula de arte dos meus alunos do 4º ano a semana passada.
Nessa aula eles tiveram a oportunidade de conhecer "Carnaval em Madureira".

Tarsila veio de Paris e passou o carnaval de 1924 no Rio de Janeiro. É curioso ver que ela colocou a famosa Torre Eiffel no meio da favela carioca.



O trabalho que desenvolvemos foi simples, apenas uma aula, mas valeu a pena.
Nessa aula os alunos tiveram a oportunidade de conhecer esse trabalho da Tarsila e um pouco mais sobre a artista, numa pequena biografia que eu levei.


Fiz uma cópia do desenho numa folha A4 para cada criança colorir imitando as cores que a Tarsila usou no original.
O nosso mural de carnaval ficou muito lindo com a reprodução dessa obra numa cartolina (eu desenhei e colori) e em volta o desenho dos meus alunos e máscaras de carnaval.
Pena que eu esqueci de levar a câmera na quarta-feira e na quinta e sexta nós não fomos por causa da chuva ininterrupta que caía por aqui.


Se a semana que vem quando voltarmos tiver tudo bonitinho e eu lembrar de levar a camera, registro e coloco aqui.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

TARSILA DO AMARAL - UMA SENHORA ARTISTA

Eu  já devo ter falado que a monografia que estou escrevendo fala sobre uma possibilidade de trabalho com alunos dos anos iniciais do ensino fundamental: Releituras de obras de Tarsila do Amaral.

As oficinas foram muito legais. E eu continuo aqui debruçada sobre essa pesquisa! Estudando e conhecendo mais sobre Tarsila. Cada dia me apaixonando mais por suas obras...
Fica o vídeo pra quem quiser "saborear" também.

sábado, 10 de abril de 2010

Monografia

Acabei de sair do primeiro encontro com o orientador da monografia para conclusão da especialização em Ensino de Artes Visuais que eu faço.
O Orientador se chama Rodrigo e é professor de Desenho no curso de Artes Visuais da UFMG. Gostei dele.
Apesar da preguiça de escrever que muitas vezes eu tenho... Estou bem animada com esse trabalho.
A minha intensão é utilizar obras de Tarsila do Amaral com meus alunos e fazer uma releitura das obras, utilizando diferentes técnicas.
Ontem "comecei" o trabalho com meus alunos. A partir das obras Abaporu, O ovo (Urutu) e Fantasia nós fizemos "maquetes" em caixas de sapato, utilizando escultura em argila, pintura e colagem.
Foi muito legal essa oficina. As fotos irão para os anexos da monografia.
Estou empolgada!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Monotipia

A monotipia é uma técnica de impressão muito simples. Constitui-se de um processo híbrido, entre a pintura, o desenho e a gravura. Aproxima-se do gesto da pintura, da mancha de tinta, ou
do traço, da linha; ao mesmo tempo possui características próprias da gravura, como a inversão da imagem.

Como se faz?
Uma pequena quantidade de tinta é aplicada numa superfície plana (fórmica ou vidro), duas folhas de papel são apoiadas em cima da placa e um desenho é feito sobre esse papel, pode-se utilizar nessa produção figuras de revistas, fotografias, ou desenho livre.

Normalmente o papel é fixado em um dos lados da placa, para que fique sempre na mesma posição, evitando que a imagem seja transferida com distorções. Aplica-se a tinta sobre a placa e, em seguida, abaixa-se o papel, pressionando-o com a mão, rolo, cotonete, ou qualquer outro artifício para fazer a pressão, de acordo com o que o artista espera que saia impresso do outro lado.
A operação é repetida tantas vezes quantas forem necessárias.
A gravura obtida sempre será uma imagem espelhada.




Falando assim pode ser meio difícil de entender. Mas olhando vídeos sobre essa técnica, dá pra ver que é bem simples mesmo. Nem por isso os resultados são simplórios. Excelentes produções podem ser feitas com essa técnica.
Na oficina que fizemos sábado, teve de tudo. As minhas produções ficaram bem simples, mas eu vi algumas lindas que me deixaram encantada.

Essas são minhas produções. A primeira eu e meu amor, a segunda um cifrão pra trazer din din, rs, e a terceira é um cachorrinho com um gato que eu tirei da campanha de vacinação contra a raiva.

Abaixo a obra da D. Graça. Ela usou papel grande, acho que cartolina. Achei simplesmente maravilhosa a produção dela.

A seguir a sequência dos 3 que a Márcia fez. Essa já é artista, então... nem precisa comentar que ficou per...

A bicicleta ela fez a mão livre. Apesar dos borrões serem características da técnica, as obras da Márcia mostram que é possível fazer sem borrar. Isso depende da quantidade de tinta que é colocada na fórmica, que deve ser a mínima possível, e da pressão que fazemos em cima do papel.


































Eu achei maravilhoso descobrir e exercitar essa possibilidade artística. Por mim ficaria facilmente a tarde toda fazendo isso.
Abaixo, eu com nosso professor super cult Carlos Pedrosa. Apesar da foto ter ficado desfocada (hê Gabi! :P). Eu não pude deixar de colocar.

sábado, 6 de junho de 2009

Arte e Educação

Pequena pausa para registro e reflexão.

Por indicação do meu professor de Fundamentos das Artes Visuais, acabei de ler uma entrevista com Ana Mae Barbosa em Carta Maior.

Ana Mae é a principal referência no Brasil para o ensino da arte nas escolas. Professora aposentada da USP, acredita que a arte estimula a construção e a cognição das crianças e adolescentes, ajudando a desenvolver outras áreas de conhecimento. Em entrevista exclusiva à Carta Maior, Ana Mae Barbosa falou sobre a importância do ensino da arte nas escolas e sobre as dificuldades de implantar essas idéias.
Pensei em transcrever a entrevista aqui, mas o link está logo acima, então vou colocar apenas uma parte significativa, que pode nos levar a pensar um pouco sobre a importância que é dada a educação no nosso país.

Quanto questionada se o que ela propõe como ideal no ensino de artes era factível para a realidade estrutural da educação. Ela respondeu: "Eu estou cansada dessa conversa de que custa caro. Custa caro colocar os menores na Febem. Um país que gasta mais dinheiro com prisão do que com educação tem que mudar."

E sobre a capacitação de professores ela diz: "Qualquer professor precisa estar atualizado. Eu não concebo um professor que não procure, em um ano inteiro, um curso, uma conferência, ao menos para trocar idéias. A atualização deve, então, ser permanente e não algo esporádico como esta tal capacitação!
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Não posso deixar de concordar com Ana Mae (e quem sou eu pra discordar? rs). Um professor que não estuda é um professor morto.
Portanto de volta aos estudos vou eu.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Um pouco de Tarsila

Última tarefa que fiz para a Pós Graduação:

  • Você fará a escolha de um artista, obra ou movimento das artes visuais. Elabore uma proposta educacional para discussão do tema com, no mínimo, 12 horas/aula.
Escolhi a Tarsila pq eu adoro as suas obras e além do mais é um dos principais nomes quando se trata de arte moderna no Brasil.

O movimento modernista se baseou na idéia de que as formas da arte academica e da vida cotidiana haviam se tornado ultrapassados e que se fazia necessário criar uma nova forma de arte que rompesse com as regras tradicionais.

No Brasil, o modernismo tem como marco simbólico a Semana de Arte Moderna de 1922. O evento, que foi organizado por artistas e intelectuais por ocasião do Centenário da Independência, declarou o rompimento com o tradicionalismo cultural na literatura (parnasianismo e simbolismo) e nas artes (arte acadêmica), defendendo um novo ponto de vista estético.

Mesmo sem ter participado da Semana de Arte Moderna de 1922, Tarsila tornou-se um símbolo do modernismo brasileiro. Suas obras são comumente classificadas em três períodos distintos:
  • Fase "pau-brasil"
    É também título de um manifesto publicado, em 1924, por Oswald de Andrade. Nessa fase, existem afinidades de estilo com a pintura de Fernand Léger, de quem Tarsila foi aluna. Porém não se trata de captar a vida moderna nem o fascínio da sociedade industrial, como seu antigo mestre. O que Tarsila pretendia era descobrir e resgatar raízes brasileiras quer pelo tema, quer pelo colorido.


  • Fase "Antropofágica"
    O título dessa fase também foi adotado por analogia com outro manifesto de Oswald de Andrade. A fase começa em 1928, com a famosa tela "Abaporu". Esses quadros se caracterizavam pelo exagero das formas anatômicas e por um certo toque surrealista, sem perder de vista a questão da identidade nacional.




  • Pintura social
    A terceira fase é posterior a uma viagem de Tarsila à União Soviética e a mostra preocupada em abordar temas sociais como o trabalho, a pobreza e a injustiça social. O engajamento político se traduz, também, por uma pintura mais direta, talvez estilisticamente menos moderna, mas sempre inventiva.

Um pouquinho sobre as obras nesse site:

http://www.tarsiladoamaral.com.br/index_frame.htm