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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Nunca é tarde demais para ser quem você quiser ser

Assisti essa semana pela segunda vez o filme "O curioso caso de Benjamin Button".
Acho esse filme fantástico. Aborda a questão do tempo, do envelhecimento de uma maneira fabulosa.

O filme certo para quem já estava tão reflexiva, pensando sobre a vida, sobre a MINHA vida...

A vida pregou uma peça em Benjamin. Ele nasceu velho e viveu a vida de modo inverso. Rejuvenecendo ao passo que as pessoas envelheciam. Vendo as pessoas morrerem enquanto ele ficava cada vez mais revigorado, "jovem".
Curioso caso. Apesar de viver a vida assim ao contrário, de certa forma ele também caminhava para a morte. A questão da velhice e da juventude no caso de Benjamim é paradoxal.

Ele encontrou seu grande amor quando era criança, ambos com a mesma idade. Ele, porém com aparencia de velho. Cada um seguiu seu rumo, mas no momento certo eles se encontraram e viveram uma grande história de amor.

Isso me faz pensar. Será que independente da decisão tomada, no fim perceberemos que os caminhos estão sempre certos? No sentido de que nos levarão onde deveremos chegar?
Pensar que a resposta a essa pergunta pode ser sim, me faz acreditar que o melhor mesmo é relaxar e viver a vida. Não adianta desesperar-se quando coisas que não estão no nosso controle acontecem de modo diferente ao que queremos. O que tiver que ser, no seu tempo será.

Mas é a mensagem final do filme que eu quero compartilhar aqui.

“Se quer saber, nunca é tarde demais para ser quem você quiser ser; não há limite de tempo, comece quando você quiser. Você pode mudar ou ficar como está, não há regras para esse tipo de coisa. Podemos encarar a vida de forma positiva ou negativa, espero que encare de forma positiva; espero que veja coisas que surpreendam você; espero que sinta coisas que nunca sentiu antes; espero que conheça pessoas com ponto de vista diferente; espero que tenha uma vida da qual você se orgulhe. E se você descobrir que não tem, espero que tenha forças para conseguir começar de novo”.
~ F. Scott Fitzgerald, em “O Curioso Caso de Benjamin Button” (Carta para Caroline)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Toalete da alma

"Com efeito, no planeta do príncipezinho havia, como em todos os outros planetas, ervas boas e más. Por conseguinte, sementes boas, de ervas boas; sementes más, de ervas más. Mas as sementes são invisíveis. Elas dormem no segredo da terra até que uma cisme de despertar... quando se trata de uma planta ruim, é preciso arrancar logo, mal a tenhamos conhecido."
"É preciso que a gente se conforme em arrancar regularmente os baobás logo que se distingam das roseiras, com as quais muito se parecem quando pequenos. É um trabalho sem graça, mas de fácil execução."

Todos temos sementes boas e más dentro de nós... É importante se habituar a fazer uma limpeza, assim como o principezinho fazia a toalete do seu planeta todos os dias. Não deixemos o mal crescer dentro de nós...

Jane Andresa





domingo, 29 de maio de 2011

A complicada arte de ver

Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria!
Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica.
De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões… Agora, tudo o que vejo me causa espanto.”
Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta… Os poetas ensinam a ver”.



Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.
William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado.
Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”.
Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem.



“Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios”, escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.
Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada “satori”, a abertura do “terceiro olho”. Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram”.
Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, “seus olhos se abriram”.
Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em “Operário em Construção”: “De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa – garrafa, prato, facão – era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção”.
A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas – e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre.
Os olhos não gozam… Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.
Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras.
Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: “A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas”.
Por isso – porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver – eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar “olhos vagabundos”…

Rubem Alves – Educador e escritor.
Texto originalmente publicado no caderno “Sinapse”, jornal “Folha de S. Paulo”, em 26/10/2004.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Lua Cheia





A lua cheia está perfeita

O céu daqui está lindo demais
Caminhei inspirada agora a noite
Conversando com Deus, pedi perdão

Depois me lembrei
Que antes devo perdoar
Então, eu dou meu perdão
a todos que já me ofenderam e magoaram

Agora estou pronta pra pedir a Deus perdão
Pelos males que causei, pelas coisas que falei
pelo irmão que eu julguei

Caminho leve
Olho pra lua e vejo Deus
O coração tá leve
O sorriso surge sem motivo
E é em Tuas mãos que eu coloco meu destino


(Jane Andresa)


*Foto retirada da internet

segunda-feira, 18 de abril de 2011

SUS

*Mais um post no estilo reclamando do serviço público do nosso país.*

Trabalhando muito, dormindo pouco, nível de estresse alto, buscando me divertir nos finais de semana o quanto posso, levando uma vida um pouco boemia... A imunidade abaixa e uma hora o corpo não aguenta.
Foi o que aconteceu comigo esse final de semana.
Ontem eu não consegui sair da cama.
Muita tosse, dor de cabeça, febre alta... tomei um remédio antigripal, um xarope expectorante e passei o dia dormindo.
Hoje acordei um pouco melhor, mas sem condições de trabalhar. Fui ao posto de saúde mais próximo da minha casa, mas o médico está de férias. Então fui ao pronto atendimento. Depois de esperar um bom tempo pra ser atendida, uma médica jovem e símpática, me atende com um sorriso no rosto. O sorriso não era pra mim, era para o Notebook, onde ela teclava com alguém. E assim foi o atendimento: Mal olhava para mim, teclava alguma coisa no computador e dava um sorrisinho...
Eu fui embora com a receita. Um antialérgico, um analgésico e um antiinflamatório (?). Quando cheguei na farmácia, veio a pergunta, quantos miligramas desse remédio? A médica colocou o nome do remédio, mas não colocou a dosagem.
Fiquei indignada com o atendimento. Se fosse uma consulta particular, no consultório dessa moça, duvido que ela me atenderia assim. Então, porque no hospital público é essa falta de respeito? Como se ela não tivesse recebendo para fazer seu trabalho e como se eu não tivesse pagando por aquele atendimento!

Eu, mal aguentando parar em pé, levei o "atestado" para a creche e a coordenadora disse que eu deveria levar esse atestado no RH da prefeitura.
Minha indignação aumenta!
Desculpe-me, mas eu não tenho condições de ir a prefeitura. Se tivesse condições de ficar andando pra cima e pra baixo eu estaria trabalhando!

Tô de saco cheio da ineficiência do serviço público!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O que estão fazendo com nosso dinheiro?

Eu fiz essa pergunta ontem e hoje pude ver esse vídeo.
É uma resposta.

Bem forte a frase inicial do vídeo, que diz para virar as costas para um político e cuspir no chão quando ver um.
Mas a verdade que saber de coisas como essa realmente me dá nojo.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Declaração de imposto de renda


Quem precisa declarar o imposto de renda tem até o dia 29 pra fazer isso.
Esse ano vai ser o primeiro que precisarei declarar. Isso porque agora tenho 2 empregos e a renda aumentou um pouquinho.
Ontem eu estava pensando no quanto o governo arrecada de impostos. O ruim não é pagar os impostos, mas perceber que ele é mal empregado e quem paga mais impostos na maior parte das vezes não vê seu dinheiro revertido para seu próprio benefício. Acaba não usando serviços públicos como escola e sistema de saúde porque sabe que o serviço oferecido na maior parte das vezes não é de qualidade ou é difícil de conseguir atendimento.
Recebi um e-mail que vou deixar aqui. Me deixou pensando mais um pouco... O que estão fazendo com o nosso dinheiro?


*Se transar?* 
O governo dá camisinha. 


*Se Já transou?*
O governo dá a pílula do dia seguinte.


*Teve filhos?*
O governo dá o Bolsa Família..


*Se ficar desempregado?*
O governo dá Bolsa Desemprego.


*Experimenta estudar e andar na linha pra ver o que é que te acontece!*





terça-feira, 5 de abril de 2011

A vida é feita de escolhas


Cada escolha que fazemos nos leva a caminhos diferentes.
Essa semana eu pensei mt nisso. Qd soube que um ex affair meu vai ser papai... Me senti tão estranha, senti uma pontinha de dor, pois ele me pediu um filho tantas vezes e eu tinha mt medo, não conseguia confiar nele, mesmo ele sendo tão "perfeito" comigo, eu tinha medo. Como diz o ditado: "quando a esmola é demais o santo desconfia".
Em um momento da nossa relação eu encontrei outra pessoa e tive que fazer a escolha. Escolhi ficar com o outro e foi uma péssima decisão...
Essa semana eu soube que ele vai ser pai, que vai ter um filho esse mês... Entao eu pensei que se nao tivesse terminado com ele pra ficar com outro poderiamos estar juntos, poderia ser eu a ter um bebê... ou não... Como posso saber?
Quando disse não para ele, naquele momento eu mudava o curso de nossas vidas.
Tive uma grande decepção  com o outro, mas coisas boas vieram depois, que provavelmente não teriam acontecido se eu me casasse com o primeiro.
A verdade é que quando escolhemos uma coisa, abrimos mão de outra e não tem como saber como seria se tivessemos escolhido diferente...
Mesmo sabendo disso, acho que em algum momento nós nos questionamos se fizemos a escolha certa e como seria se tivessemos seguido outro caminho...
Depois de pensar, de me "arrepender" por um momento algumas vezes, eu termino achando que tudo foi como tinha que ser... E apesar de nossas decisões nos levarem a diversos caminhos e possibilidades, as vezes eu tenho a impressão que não temos tanto poder e não decidimos e controlamos tanto como pensamos...

quinta-feira, 31 de março de 2011

O tempo não está passando, está voando!!!

Hoje é o último dia do mês de março!
A semana mal começou e já terminou!
Assim tem sido o tempo pra mim.
Acordando cedo, trabalhando o dia todo, indo pra academia no final do dia (mesmo não muito disposta), trabalhando um pouco a noite no meu trabalho extra turno (planejar aula, ler, ir a encontros e reuniões pedagógicas, etc.), dormindo mais tarde do que gostaria quase todos os dias, saindo com frequência nos finais de semana e me divertido muito.
Dentro da minha rotina, algumas vezes previsível outras surpreendente, eu percebo o tempo passando depressa demais.
Isso as vezes me assusta, fazendo eu ter medo de coisas que nunca tive antes, como da velhice.
Será coisa da idade?
Eu sei, ainda estou jovem. Mas essa semana eu pensei nessas coisas de velhice sim e pela primeira vez senti um pouquinho de medo.
Coisa rápida, nada preocupante. Mas pensei nisso de um modo como ainda não tinha pensado.
E nessa correria, eu deixei de escrever aqui. Tive momentos de tanta inspiração... pensamentos e reflexões tão poéticas, que possivelmente dariam bons textos, mas passou. A semana passada e essa semana tive momentos de muito estresse, TPM, pouca paciência... Mas está passando também...
Assim, como os dias, as semanas e os meses estão passando assustadoramente rápido para mim...
As águas de março caíram com vontade aqui, mais uma vez fechando o verão, que terminou e eu nem notei.
Quando percebi já era dia 21, o outono já estava aqui.

Vou aproveitar então... Como tenho feito. Cada dia como um presente, um milagre... Um efêmero milagre...


Amo o outono.

segunda-feira, 21 de março de 2011

SER CHIQUE SEMPRE

GLÓRIA KALIL


Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo
carro Italiano.
O que faz uma  pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é  quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se
tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, 
não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
Chique mesmo é parar na faixa de pedestre.

É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.

É lembrar do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona

e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, 
ainda que você seja o homenageado da noite!
Mas  para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!
Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!


Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas amor e fé nos tornam humanos!

domingo, 13 de março de 2011

E tudo mudou

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss

O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM

A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse

Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê...

Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service

A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD

A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email

O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street

O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também

O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike

Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato

Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...

A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!

A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...


De tudo. 

Inclusive de notar essas diferenças
Luis Fernando Veríssimo

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Onde está o meu tempo?

Não tenho tempo para nada!
Ultimamente minha vida é o trabalho (o dia todo) e o cursinho a noite.
Estou exausta e se estou persistindo nisso é porque sou determinada demais e também porque sei que tudo isso tem data certa para acabar.
O cursinho vai até dia 10/12 e o trabalho até dia 17.
Apesar do meu cansaço sem fim, vim dormir na casa de uma amiga para sairmos bem cedo (as 5 da manhã) rumo a Canção Nova (Cachoeira Paulista).
Esse final de semana tem um evento (Canção Nova Sertaneja) e vai ter pregação com o Pe Fábio de Melo e alguns shows.
Vou em "retiro". Tentando me ausentar da loucura que está minha vida. Vou orar, me encontrar com Deus.
Agradecer por tudo e pedir serenidade e paz pra continuar sem enlouquecer...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Esse é meu país?

Por inúmeros motivos as vezes eu sinto vergonha de ser daqui... As vezes eu penso: Eu não sou daqui... Esse não é o meu lugar..
O Zé Ramalho diz muito sobre o que sinto na música abaixo.


Obs* Não estou fazendo boca de urna não!
A música é só pra mostrar a minha indignação com a realidade do nosso país.

domingo, 26 de setembro de 2010

O porteiro do prostíbulo

Não havia no povoado pior ofício do que 'porteiro do prostíbulo'.

Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?
O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.
Um dia, entrou como gerente do prostíbulo um jovem cheio de ideias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.
Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.
Ao porteiro disse:

- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, senhor. - Balbuciou - Mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.
Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?

Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.
Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.
Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.
Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.
Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra.
E assim o fez.

No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar...
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bom.

Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e, além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem sobre a mula.
- Façamos um trato - disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias.... aceitou.
Voltou a montar na sua mula e viajou.

No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?

O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: 'não disponho de tempo para viajar para fazer compras'.
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.
Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido.
De fato, poderia economizar algum tempo em viagens.
A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas.

Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.
Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado.
Todos estavam contentes e compravam dele.
Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam seus pedidos.
Ele era um bom cliente.
Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens.
Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos.
E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc...
E após foram os pregos e os parafusos...
Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado.

Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse:
- É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
- O senhor?!?! - Disse o prefeito sem acreditar. O senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto:
- O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder. - Disse o homem com calma.
- Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o PORTEIRO DO PROSTÍBULO!!!

Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.
As adversidades podem ser bênçãos.
As crises estão cheias de oportunidades.
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água:
'A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna'.

Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas.

Quando você quiser saber o seu valor, procure pessoas capazes de entender seus medos e fracassos e,
acima de tudo, reconhecer suas virtudes.

E uma ótima semana aos que aqui passarem!

PS* Recebi por e-mail essa semana, gostei e quis compartilhar.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Mário de Andrade - "O valioso tempo dos maduros"

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.

'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!

terça-feira, 20 de julho de 2010

A idade faz muito bem a elas

Segundo pesquisa, as mulheres atingem o auge de sua beleza aos 31 anos. (Página inicial do yahoo hoje)

O site colocou a foto de algumas balzaquianas famosas.




Sem crise, esse ano eu entrei para o time das Balzaquianas. E no alge dos meus 30 anos, realmente me sinto na melhor fase da minha vida. Mais bonita e mais segura que nos anos anteriores!


segunda-feira, 19 de julho de 2010

A vida é movimento

Sinceramente eu acho que não acabou
Mas também não espero mais nada
Porque eu sei que as coisas podem mudar rapidamente
E tudo num piscar de olhos ficar de pernas pro ar

E depois, lá na frente a gente até pode se reencontrar...
Não podemos prever o futuro
E não podemos ficar esperando ele chegar
Precisamos é viver o presente...
Na certeza de que viver é semear...

O hoje é colheita do ontem
e o amanhã,
colheita do hoje

Vamos viver o hoje da melhor forma possível então
Cientes de que nada é certo,
nao existem garantias
Não podemos cobrar nada de ninguém,
nem de nós mesmos

A única certeza,
é que Deus está do nosso lado
e quer o melhor pra nós

Confiante nisso eu consigo tirar o peso das costas
E seguir vivendo minha vida
Assim... Simples assim...

Jane Andresa.

domingo, 11 de julho de 2010

Liberdade

Por opção ontem a noite eu fiquei em casa assistindo a última temporada de LOST.
Assisti 8 episódios e só parei pq estava com mt sono.
Hoje acordei as 10h30. Tomei o café da manhã, fui buscar minha irmã na casa do noivo e voltei a assistir. Pausa para o almoço e voltei pra cama onde assisti mais episódios.
No final da tarde, eu já estava cansada da cama e comecei a pensar em como deve ser ruim estar em cárcere.
Tomei um banho, me arrumei e saí. Experimentado a sensação de ser livre, de poder sair do "confinamento" quando quiser.

Acho que entre as coisas que mais preso estão a liberdade.
Liberdade de ir e vir, de me expressar, de pensar.
Sou muito feliz por me sentir de certa forma livre.
Por ter me libertado do fundamentalismo religioso, que me impedia de pensar por mim mesma, de chegar as minhas "próprias" conclusões. Do medo de estar tomando o caminho errado e ser punida por isso.
A sensação de liberdade e a felicidade por isso foi tão grande que, nessa época, tatuei no tornozelo o ideograma liberdade, imortalizando a palavra em mim.
A sensação é maravilhosa quando consigo me libertar de algo que me incomoda, seja um sapato que aperta, uma pessoa, um pensamento, um sentimento ou qualquer coisa que me aprisiona.



Agora estou me sentindo assim... Livre...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Inacreditável

Uma aluna me falou a semana passada que viu no jornal um menino de 2 anos de idade que fuma 40 cigarros por dia.
Eu não acreditei que isso fosse possível. Segunda feira ela levou o recorte do jornal com a notícia. Eu cheguei em casa contando esse absurdo para os meus pais e eles falaram que já tinham visto o caso na tv.
Pesquisei na internet e achei o vídeo.
E agora to aqui mais uma vez me perguntando:
Onde vamos parar?

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Oficialmente desassociada

(Post  longo)

Eu fico impressionada em ver como uma organização religiosa pode exercer tanto poder sobre seus membros, a ponto de decidir por eles coisas tão pessoais como por exemplo o que vestir ou com quem podem conversar.
Pode parecer estranho ou irreal pra quem nunca partipou de algo assim ou para quem não convive com alguém que partipe de alguma organização assim, totalmente manipuladora.
Mas eu passei boa parte da minha vida numa religião dessas e aprendi tudinho o que devia e nao devia fazer para ter a aprovação de Deus.

Quando eu tinha 6 anos de idade meus pais começaram a "estudar a biblia"... E a primeira mudança que eu lembro foi o dia que minha mãe mandou eu jogar fora a imagem de Nossa Senhora Aparecida que eu tinha na cabeceira da minha cama, e me disse que não podia adorar imagem. Eu obedeci e a partir daí eu comecei a aprender todas as regras. Regras e mais regras.
Lia muito a biblia, decorava versículos para saber explicar às pessoas porque nós não comemorávamos ANIVERSÁRIO, nem NATAL, nem PÁSCOA, nem DIA DAS MÃES, nem DIA DOS PAIS, nem ANO NOVO, porque não podia cantar o HINO NACIONAL e mais um monte de coisas que se eu fosse escrever aqui daria uma lista enorrrrrrrrme!
Eu fui treinada por alguns anos e assim eu vivi: como um robozinho, repetia tudo o que me ensinavam e aprendi que não podia contestar. Que tudo o que eu aprendia era a verdade. A verdade da biblia. A verdade de Deus. A verdade absoluta. E que estava na religião verdadeira. Que todas as outras são falsas e serão destruídas por Deus.
Sim. Eu aprendi isso lá.
E era incentivada a dedicar minha vida a Deus em batismo. E quanto mais jovem a pessoa tomava essa decisão, mais prestígio ela tinha. E eu que gostava de ter destaque, decidi aos 12 anos que queria ser batizada.

Infeliz decisão. Eu não tinha noção da seriedade do compromisso que eu estava assumindo. Isso porque depois que uma pessoa é batizada, passa a ser ainda mais cobrada e se não andar na linha (seguir a risca os ensinamentos da religião) ela é punida. A punição depende da gravidade do pecado. Namorar com alguém que não seja da religião por exemplo, resulta em repreensão. Nesse caso a pessoa repreendida é impedida de participar de alguns privilégios da organização. Pecados mais graves como fornicação ou adultério são punidos com a DESASSOCIAÇÃO. Ser desassociado significa ser desligado da religião. O nome da pessoa é anunciado publicamente e os membros também se encarregam de contar a novidade uns aos outros. Uma vez desassociado, a vitima, digo, o pecador é isolado. Não pode participar de mais nada. Pode apenas assistir as reuniões, desde que entre mudo e saía calado e deve ser ignorado por todos os membros. Não apenas nas reuniões, mas será isolado e ignorado sempre, em todos os lugares. Não devendo os irmãos nem mesmo cumprimentá-lo.

Acreditem, isso existe! E eu poderia tentar explicar como funciona isso, mas só quem já fez parte pode entender direito o que eu to falando.

Acontece que eu cresci e aprendi a pensar. Meu espírito questionador não me deixava quieta. Mais ou menos aos 18 anos de idade,  comecei a questionar as verdades e a perder a vontade de  participar daquilo. Logo veio a repreensão quando comecei a namorar um "descrente".
Entrei pra faculdade e aí desandei de vez. Passei a questionar tudo, e deixei de frequentar as reuniões da "igreja".
E nunca mais dei satisfação da minha vida para eles.

Mas eles não deixam ninguém impune... Ficam alertas procurando um motivo, um pecado para apontar e punir quem resolve simplesmente se afastar...
E assim aconteceu... a semana passada me ligaram pra marcar uma reunião, queriam que eu confirmasse umas coisas que ficaram sabendo a meu respeito. Eu achei muita falta de respeito, uma invasão de privacidade, alguém que eu não tenho amizade, intimidade alguma ligar na minha casa pra me cobrar "confissões". Falei que não ia em reunião nenhuma e não ia dar satisfação para eles. Eles falaram que iam se reunir e decidir o que fazer a respeito. Chamam essa reunião de comissão judicativa. Como se fossem Deus, ou se tivessem algum poder para julgar alguém.

Domingo bateram à minha porta. Eu não quis atender. Cansei dessa palhaçada faz tempo!
Meu pai atendeu e eles deram a noticía: Serei DESASSOCIADA. O anúncio público será dado na próxima quinta-feira (amanhã).
Eu pergunto: O que é ser associado?
Eu não frequento e não partilho dessas crenças há anos. Não estou e não sou associada a eles. A necessidade de me desassociar parte deles. Como uma  necessidade de punir mesmo.
Para que o anúcio público?
Para que todos saibam e passem a me dar o tratamento indicado. Isolamento.
Para mim não muda nada.
Hoje eu contei para minha vizinha (que eu conheço a anos e é dessa crença), ela ficou triste, enlutada, disse que sente muito (eu acredito mesmo que sinta), mas a partir de amanhã não poderá mais dirigir a palavra a mim.
Me dá vontade de perguntar: A quem vc obedece, a Deus, a seu coração ou a eles?
Mas eu sei que com eles não adianta questionar, tampouco argumentar. Então eu respeito ou tento respeitar... pq certas coisas são cruéis, são desumanas e me irritam muito.
E eu chego a pensar que a religião não deveria existir. Ou deveria chamar DESUNIÃO no lugar de religião.
Não somos todos irmãos?

Enfim... amanhã a noite eles anunciarão: Jane Andresa não é mais Testemunha de Jeová.

Para mim isso significa: oficialmente desassociada. Digo oficialmente, pq na minha concepção estou desassociada há muito tempo!

OBS* Se o membro desassociado quiser voltar, deve frequentar assiduamente as reuniões, mesmo sendo ignorado, depois de uns meses (pelo menos uns 6 meses) faz uma carta pedindo para ser readmitido. Deve provar que abandonou o pecado. Cumprido isso, da mesma forma que foi dado o anúncio público de sua desassociação é dado o anúncio da readmissão. A diferença é que no final da reunião todos vão cumprimentá-lo e voltam a falar com ele.

Acho que não preciso falar mais nada né?

Mais sobre a desassociação e intolerância religiosa das Testemunhas de Jeová aqui.